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ateromaSíndrome Metabólica

Autor: Dr. Daniel Xavier de Brito Setta

A síndrome metabólica caracteriza-se por uma série de alterações orgânicas, clínicas e laboratoriais, decorrentes de hábitos de vida inadequados, típicos da vida urbana moderna, que acabam por aumentar os riscos de doenças cardiovasculares. Seu impacto tem recebido grande destaque pela mídia e sociedades médicas, uma vez que a prevalência da doença cresce progressivamente em todo o mundo.

Existem diferentes definições para a síndrome metabólica. A mais amplamente utilizada requer a presença de três ou mais dos critérios listados abaixo para a confirmação diagnóstica:

Critérios Parâmetro
• Obesidade abdominal
Homens  ≥94 cm
Mulheres  ≥80 cm
 • Triglicerídeos  ≥150 mg/dl
 • HDL-colesterol
 Homens  <40 mg/dl
 Mulheres  <50 mg/dl
 • Pressão arterial
 Sistólica  ≥ 130 mmHg ou tratamento para hipertensão arterial
 Diastólica  ≥ 85 mmHg ou tratamento para hipertensão arterial
• Glicemia  Jejum ≥100 mg/dl 


A
síndrome metabólica pode levar a um aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral e da mortalidade cardiovascular em até duas vezes. Diferentes mecanismos fisiopatológicos estão envolvidos neste processo como:

1. Resistência à ação da insulina levando a elevação da glicose no sangue, constrição das artériase retenção de sódio.
2. Maior produção hepática de triglicerídeos e LDL- colesterol acelerando a formação e progressão da placa de ateroma (placa rica em colesterol que provoca obstrução arterial).
3. Criação de um estado pró-trombótico (propenso a tromboses) na circulação que pode levar a obstruções arteriais agudas causando infarto agudo do miocárdio (IAM) ou o acidente vascular cerebral (AVC).
4. Criação de um estado de pró-inflamatório (inflamação exacerbada) que pode levar a instabilidade nas placas de ateroma tornando-as mais frágeis e propensas a rupturas. Estas placas rotas acabam por causar oclusões arteriais agudas responsáveis por quadros de IAM e AVC.
5. Obesidade causando hipertensão arterial, elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, e resistência à ação da insulina (hormônio que reduz os níveis de glicose no sangue)..

Diferentes estudos apontam fatores de risco que propiciam à síndrome metabólica como: sexo masculino, baixa escolaridade, sedentarismo, obesidade na adolescência, história familiar de diabetes ou hipertensão e baixa ingestão de proteínas. Alguns transtornos psiquiátricos também parecem estar correlacionados à síndrome metabólica. O consumo de frutas parece reduzir os riscos da síndrome metabólica. Além disso algumas medidas podem ser empregadas para o controle e tratamento desta síndrome.

• Redução do peso em um ano e manutenção da perda do peso posteriormente.
(após avaliação médica / nutricional)
• Dieta com baixa quantidade de gordura total e saturada, assim como de gordura trans, além de incluir quantidades adequadas de fibras.
(após avaliação médica / nutricional)
• Atividade física por um período superior a 30 minutos por dia, preferencialmente de 45 a 60 minutos dia, 5 dias por semana
(após avaliação médica).
• Redução da ingestão de gordura saturada e colesterol na dieta.
(após avaliação médica / nutricional)
• Tratamento farmacológico da dislipidemia (alteração no colesterol e triglicerídeos) e da intolerância à glicose poderão ser empregados após avaliação médica criteriosa.